Dicas essenciais para evitar afogamentos no Carnaval: confira os cuidados antes de cair na folia aquática.
Afogamentos representam uma das maiores ameaças ao Carnaval no Brasil, período em que praias, rios e piscinas lotam de foliões em busca de diversão. Todo ano, durante os dias de folia, os serviços de emergência registram um aumento expressivo de incidentes aquáticos.
No último Carnaval, de 2025, diversos afogamentos foram contabilizados em todo o país, muitos deles fatais, especialmente em regiões litorâneas. Esse pico sazonal ocorre não só pelo grande volume de banhistas, mas também pela combinação de álcool, mar agitado e falta de orientação, transformando uma festa popular em cenário de tragédia evitável.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), cerca de 70% dos afogamentos envolvem homens jovens. No entanto, no Carnaval, o estrago se estende a todas as idades, incluindo crianças e idosos que acompanham a multidão às águas.
Ondas fortes, correntes de retorno (conhecidas como “respingo”), consumo excessivo de bebidas alcoólicas e superlotação das praias agravam o risco. A falta de fiscalização em algumas praias, aliada à euforia coletiva, faz com que muitos ignorem bandeiras de alerta e entrem na água despreparados.
Por isso, deve-se atentar a cuidados essenciais para prevenir afogamentos antes de entrar na água durante o Carnaval. O primeiro passo é sempre observar as condições do mar ou da piscina: procure por salva-vidas e respeite as bandeiras de sinalização – vermelha significa proibição total de banho, amarela indica cautela e verde libera a área.
Evite locais sem monitoramento profissional, como praias isoladas ou rios com correnteza, e prefira faixas demarcadas para banhistas. Antes de mergulhar, avalie sua condição física: nunca entre na água após consumir álcool ou drogas, pois elas reduzem reflexos e aumentam o pânico em situações de dificuldade. Especialistas recomendam esperar pelo menos três horas após a última dose para qualquer atividade aquática.
Outro cuidado crucial é a supervisão de crianças e vulneráveis. Mantenha os pequenos sempre a uma distância de braço de um adulto responsável, usando coletes salva-vidas homologados pelo Inmetro, mesmo em águas rasas.
Para adultos, é vital não superestimar a própria capacidade: se você não é nadador experiente, limite-se a áreas de pouca profundidade e evite bravatas como “corrida para o mar” ou saltos de pier. Aprenda a identificar correntes de retorno – se for arrastado, não nade contra elas; sinalize e deixe a onda te levar paralelamente à praia até escapar. Use protetor solar reaplicável a cada duas horas, pois insolação pode causar desorientação, e hidrate-se com água, não só com bebidas açucaradas ou alcoólicas.
Além disso, invista em educação prévia: cursos rápidos de natação e noções de sobrevivência aquática, oferecidos por muitas prefeituras durante o verão, podem salvar vidas. Durante o Carnaval, fique atento a campanhas do Corpo de Bombeiros, como o “Vida em Primeiro Lugar”, que distribuem orientações em blocos e praias. Para grupos de foliões, designe um “guarda-costas sóbrio” que evite álcool e monitore todos. Em piscinas de festas privadas, verifique cercas de proteção e proíba corridas na borda. Por fim, em caso de emergência, grite por ajuda, jogue um objeto flutuante à vítima (como uma bóia ou garrafa PET) e chame o SAMU (192) imediatamente. Nunca se arrisque sem preparo para resgates.
Prevenir afogamentos no Carnaval não é só uma questão de sorte, mas de responsabilidade coletiva. Com esses cuidados simples, adotados antes de qualquer mergulho, é possível curtir a folia com segurança, transformando o período em memória alegre, não em luto.
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