Iprede, com 40 anos, inaugura centro de pesquisa pioneiro no Nordeste
O Instituto da Primeira Infância (Iprede) comemorou seus quase 40 anos de trabalho ao anunciar que sediará o primeiro Centro de Pesquisa e Inovação em Tecnologia Assistiva do Nordeste. O evento de oficialização ocorreu na sede da organização, no bairro Cidade dos Funcionários, em Fortaleza, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
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Parcerias fortalecem o Instituto
A cerimônia contou com a presença de representantes de várias instituições, incluindo a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Prefeitura de Fortaleza. Com o novo credenciamento, o Iprede passa a fazer parte do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia, o que possibilitará o acesso a recursos federais para o desenvolvimento de pesquisas e projetos na área.
O secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do ministério, Inácio Arruda, ressaltou que a iniciativa visa ampliar a importância da instituição no cenário nacional.
“Nossa ideia do Ministério de Acesso e Tecnologia é transformar o Iprede em uma referência nacional. E hoje, nós transformamos o Iprede em uma ICT. Como ICT, ele pode acessar recursos de vários editais, então ele vai estar apto a buscar esse recurso. Sempre em parcerias, porque o Iprede já nasce com parceria, já tem parceria com a UFC, está montando uma parceria com o IFCE, tem uma relação muito grande com a Uece. Então o Iprede tem essa capacidade. E agora, como ICT, ele pode diretamente acessar, pode construir o projeto e acessar os recursos. O Iprede já faz pesquisa, já faz parceria, já trabalha com universidades, mas ele não tinha ainda se organizado para esse salto. E a gente apenas ajudou que ele pudesse dar esse salto, e fizemos um investimento inicial aqui para o Iprede ser uma vitrine tecnológica do estado, com investimento de R$ 1 milhão inicialmente. Acho que é esse passo novo que a gente está dando. Eu tenho muita confiança pelo trabalho que está sendo feito aqui no Iprede. Não só o Sulivan, mas toda a sua equipe, uma equipe muito forte. Eu acho que a gente vai, sim, conseguir transformar o Iprede nessa grande referência nacional.”
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Investimento em pesquisa e inovação
O Iprede concentra suas pesquisas na faixa etária de zero a seis anos, com ênfase em áreas como nutrição e neurodesenvolvimento, além de prestar apoio às famílias em situação de vulnerabilidade social. Para o presidente da instituição, Sulivan Mota, esse novo momento representa uma mudança significativa na história do instituto.
“É um movimento que é um verdadeiro divisor de águas. O Iprede agora passa a ser credenciado, reconhecido e ter prioridade em editais que estudem a primeira infância, que estudem a criança com deficiência. Porque na realidade não existe assistência se não tiver pesquisa. Não existe qualidade se não tiver inovação. E isso é assegurado pelos Institutos de Ciência e Tecnologia ligados ao Ministério, como o Iprede agora é um deles”, destaca Mota.
O Iprede completa quatro décadas de atividades em junho. Durante esse período, a organização já prestou assistência a milhares de famílias em situação de vulnerabilidade. A primeira-dama de Fortaleza, Cristiane Leitão, também ressaltou a importância da instituição e da nova parceria firmada:
“O Iprede, com 40 anos, é uma instituição realmente de referência, que olha para a primeira infância, olha para a pessoa com deficiência e é uma referência em todo o estado. E vindo esse recurso do Ministério, do Governo Federal, para incentivar a tecnologia, a inovação é muito importante, porque sem pesquisa a gente não consegue avançar. É importante a gente ter uma coletânea de dados — daí estarmos estreitando, inclusive, esse vínculo com a Prefeitura Municipal de Fortaleza para a gente dar andamento ao nosso observatório da primeira infância e da pessoa com deficiência. Essa vinda, esse recurso vindo do Ministério, é de suma importância, porque é através, muitas vezes, do terceiro setor que a gente consegue desenvolvimento, evolução, principalmente para a primeira infância e para a pessoa com deficiência.”
Com a nova estrutura e o acesso ampliado a investimentos, a expectativa é que o instituto fortaleça ainda mais suas ações voltadas para a primeira infância, a inclusão social e o desenvolvimento de tecnologias assistivas na região Nordeste.
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