Polêmica envolve cena polêmica da Paixão de Cristo em Gravatá (PE)
A tradicional encenação da Paixão de Cristo em Gravatá, no Agreste de Pernambuco, virou alvo de críticas por conta da cena do ‘Bacanal de Herodes’. A temporada de 2026 terminou envolta de polêmica devido à encenação intitulada “Nossa Paixão – A Luz do Mundo”, que foi apresentada na noite de sexta-feira (3).
Realizada pelo Instituto Cultural e Ecológico Terra Agreste (ICETAG), com apoio da Prefeitura de Gravatá, a montagem retrata a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo e há 43 anos faz parte do calendário cultural da Semana Santa no município.
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Cena chocou a web
O ponto de tensão foi justamente a cena que representa os excessos da corte de Herodes. Parte do público e também parlamentares questionaram o tom da sequência, principalmente pelas vestimentas dos atores — consideradas sensuais demais, com destaque para o figurino masculino.
Nas redes sociais, as críticas ganharam força. “É lamentável que a encenação da Paixão de Cristo de Gravatá tenha apelado para nudez e erotismo explícito. Um espetáculo religioso, que reúne famílias e crianças, deve prezar pelo respeito e pela espiritualidade”, escreveu uma internauta.
Por outro lado, houve quem defendesse a proposta artística e o contexto histórico retratado. “O figurino poderia ter sido melhor pensado, mas a cena representa práticas da época. Ainda assim, há certa hipocrisia nas críticas, dependendo de como a sensualidade é apresentada”, avaliou outro usuário.
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ICETAG reage às críticas a cena do ‘bacanal’ na Paixão de Cristo de Gravatá
Diante da repercussão, o ICETAG divulgou uma nota de repúdio nas redes sociais. No posicionamento, o grupo afirma que o espetáculo foi construído com base no respeito à narrativa bíblica e que cada cena faz parte de um contexto maior.
“A Nossa Paixão é um espetáculo construído com profundo respeito à narrativa bíblica. Cada cena apresentada foi pensada de forma cuidadosa para transmitir a mensagem em sua totalidade. Nenhum elemento é inserido de forma isolada”, diz o texto.
A organização também reconheceu que diferentes interpretações podem surgir, mas reforçou a importância de analisar a obra como um todo, e não por recortes específicos.
Por fim, o grupo pediu respeito aos artistas e profissionais envolvidos. A montagem reúne cerca de 200 artistas no palco e mais de 100 pessoas na produção.
“A Paixão de Cristo, acima de tudo, é um convite à reflexão, à fé e à empatia. Que esse olhar seja conduzido com responsabilidade e respeito”, concluiu.
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