Zema mantém agenda na Avenida Paulista apesar da tragédia em Minas e protesta contra o STF
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, participou neste domingo primeiro de março de um ato pró-anistia na Avenida Paulista, em São Paulo, mesmo diante da tragédia causada pelas chuvas em seu estado. Os temporais em Minas Gerais deixaram 65 mortos em Juiz de Fora e sete mortos em Ubá, além de um desaparecido, enquanto equipes de resgate trabalham para atender as áreas mais afetadas.
Durante o ato intitulado “Acorda Brasil”, Zema criticou o que chamou de “farra dos intocáveis” em Brasília, referindo-se à suposta impunidade de autoridades federais. “O Brasil não aguenta mais essa farra dos intocáveis, daqueles que estão lá em Brasília e se consideram acima de todas as leis. Não vamos nos vergar, não vamos permitir que esses absurdos que estão acontecendo continuem”, disse o governador, sem citar nomes específicos.
O protesto reuniu manifestantes das 14h às 17h, com palavras de ordem pedindo “Fora, Lula”, “Fora, Toffoli” e “Fora, Moraes”. Líderes políticos como o senador Flávio Bolsonaro, o presidente do PL Valdemar Costa Neto, o deputado federal Nikolas Ferreira, o deputado federal Guilherme Derrite, o governador de Goiás e pré-candidato à presidência Ronaldo Caiado, e o prefeito de São Paulo Ricardo Nunes também participaram da mobilização.
Ronaldo Caiado destacou que ele e Zema possuem o mesmo objetivo em relação à anistia ampla, geral e irrestrita caso cheguem à presidência. A pauta do ato incluiu críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, decisões do Supremo Tribunal Federal e pedidos de anistia e liberdade para o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.
Eduardo Bolsonaro participou do evento por videochamada dos Estados Unidos, destacando que os participantes representavam pessoas presas ou exiladas. “Nós preferimos as lágrimas, a derrota, do que a vergonha de não ter lutado”, afirmou, transmitido nos telões da manifestação.
Enquanto isso, Minas Gerais segue em estado de emergência, com equipes da Defesa Civil e serviços de resgate atuando nas regiões mais afetadas. A população enfrenta ruas alagadas, destruição de casas e infraestrutura comprometida, levantando questionamentos sobre a agenda do governador durante o desastre.
O ato em São Paulo e a participação de Zema provocaram repercussão e críticas, dado o contexto de emergência no estado que ele governa, reforçando o contraste entre a mobilização política e a necessidade de atenção imediata às vítimas das chuvas em Minas Gerais.
