Vacinação contra bronquiolite em bebês começará no Ceará na semana que vem
A vacinação contra bronquiolite em bebês prematuros – incluindo também bebês de até 24 meses que tenham comorbidades – terá início no Ceará a partir de segunda-feira (9). O anticorpo disponibilizado pelo Ministério da Saúde, denominado nirsevimabe, amplia a proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que é a principal causa dessa doença.
São considerados bebês prematuros aqueles que nascem com menos de 37 semanas de gestação. Já as comorbidades que afetam bebês de até dois anos englobam condições como cardiopatias congênitas, broncodisplasia, imunocomprometimento, síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e anomalias congênitas das vias aéreas.
A vacina é administrada em dose única e estará disponível nas maternidades e salas de vacinação da Atenção Primária em todas as regiões do Ceará, por meio da Rede de Imunobiológicos Especiais. Ao integrar o Sistema Único de Saúde (SUS), essa medida visa ampliar a cobertura da profilaxia, substituindo o palivizumabe, que anteriormente era destinado apenas a prematuros extremos, ou seja, bebês nascidos antes de 28 semanas de gestação.
De acordo com Ana Karine Borges, coordenadora de Imunização do Ceará, essa iniciativa garante proteção imediata e prolongada por até seis meses, contribuindo para a prevenção das infecções respiratórias relacionadas ao VSR, que é uma das principais causas de hospitalização em crianças menores de um ano. Ela destaca o compromisso do Governo do Estado do Ceará com a saúde da população e a proteção da primeira infância.
Desde dezembro de 2025, o SUS do Ceará também oferece a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. Essa estratégia visa proteger os bebês nos primeiros seis meses de vida, reduzindo o risco de formas graves de bronquiolite e pneumonia, que são duas das principais causas de hospitalização nessa faixa etária no Brasil.
A bronquiolite é uma infecção viral aguda que afeta os bronquíolos, pequenas vias aéreas dos pulmões, sobretudo em bebês e crianças menores de 2 anos. O VSR é responsável por até 80% dos casos, mas outros vírus também podem desencadear a doença. Os sintomas iniciais incluem coriza, tosse seca, febre baixa, irritabilidade e perda de apetite, evoluindo para sinais respiratórios mais graves. O diagnóstico é clínico e o tratamento envolve suporte respiratório e hidratação, com hospitalização em casos mais graves.
