Há 10 anos, fila por transplante de córneas no Ceará não tem mais pacientes esperando.
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Há 10 anos, fila por transplante de córneas no Ceará não tem mais pacientes esperando.

No estado do Ceará, a fila para transplante de córneas foi zerada há quase dez anos, resultado de um trabalho contínuo do Banco de Olhos local, uma referência nacional em captação de tecidos e conscientização.

A doação de órgãos e tecidos é essencial para transformar vidas, como relatado por Clévia Lima, que autorizou a doação das córneas de seu pai: “Quando cheguei no IML, não conhecia o Banco de Olhos. Já tinha conversado com minha mãe e decidimos doar tudo que fosse necessário.”

No Brasil, a doação depende da autorização da família, destacando a importância do diálogo sobre o assunto. No Ceará, essa conversa tem impactado positivamente, sendo as córneas um dos tecidos mais doados, essenciais para devolver a visão aos pacientes que aguardam transplante.

De acordo com Lisiane Paiva, coordenadora do Banco de Olhos do Ceará, o trabalho vai além dos hospitais, oferecendo a oportunidade de doação mesmo em casos de óbitos em vias públicas. A preocupação com a reconstituição da face do doador é fundamental.

A falta de informação ainda é um obstáculo, mas a experiência de doar transforma a dor em legado, como ressaltou Clévia: “Não sabemos quem recebeu, mas temos certeza de que estão bem, com a graça de Deus.”

Do outro lado, há quem receba essa solidariedade e ganhe uma nova chance de vida, como no caso de Isaque Lima, que recebeu um transplante há dois anos e enxerga isso como uma segunda oportunidade dada pela generosidade de uma família desconhecida.

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