Fortaleza enfrenta chuvas e alagamentos: atenção redobrada para a prevenção de doenças
Na temporada de chuvas, os residentes de áreas propensas a alagamentos em Fortaleza lidam com não apenas dificuldades na locomoção, mas também com um aumento no risco de contrair doenças infecciosas. O contato constante com águas paradas e sujeira é motivo de preocupação para os habitantes e profissionais da saúde em várias regiões da cidade.
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Rotina nas comunidades é marcada por alagamentos
Um dos pontos críticos se localiza no cruzamento da Avenida Plácido Castelo com a Rua Castro Alencar, no Conjunto Tancredo Neves, onde os moradores enfrentam alagamentos recorrentes durante as chuvas. Para conseguir atravessar essa área, as pessoas se veem obrigadas a caminhar pelas águas acumuladas, o que as expõe a possíveis riscos de contaminação.
O pizzaiolo Yuri Silva compartilhou sua experiência sobre as dificuldades diárias que enfrenta naquele local:
“Aqui está sempre cheio d’água, é um risco enorme ficar doente, né? É preciso fazer algo para melhorar isso aqui, mano. Para resolver para todos nós. Porque do jeito que está, não dá para continuar. Não dá mesmo. Acabei de passar ali e quase pisei num buraco, entendeu? Assim não tem condições. Precisa ser resolvido.”
De acordo com os moradores, essa questão não é nova e persiste desde a fundação do conjunto habitacional. O reciclador Fernando Carlos comentou sobre o risco de doenças: “Nós, que somos pobres, estamos quase imunizados. Estamos quase acostumados a isso, né?”
Foto: Reprodução / TV Cidade Fortaleza
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Médica alerta sobre doenças comuns em áreas inundadas na capital
A doutora Vanuza Chagas enfatizou que o contato com águas contaminadas pode levar ao surgimento de diversas doenças, especialmente durante a estação chuvosa.
“A leptospirose é uma das doenças transmitidas pela urina de ratos em contato com essa água contaminada; ela pode afetar pessoas que têm lesões na pele ou até mesmo aquelas que ficam muito tempo expostas à água limpa, como vemos crianças brincando nessas áreas alagadas. O risco de contrair uma doença desse tipo é alto.”
Ela também mencionou outras enfermidades associadas à contaminação da água e à proliferação do mosquito Aedes aegypti.
“É importante destacar também a hepatite A, que pode ser transmitida tanto pela ingestão de água quanto por alimentos contaminados. Outras doenças como dengue, chikungunya e zika também podem ser mais frequentes nessa época. Estamos sempre em alerta para casos de dengue na nossa região.”
Foto: Reprodução / TV Cidade Fortaleza
Orientações para prevenir contaminações em áreas alagadas
Além de evitar o contato direto com zonas inundadas, a médica destacou a importância de adotar medidas preventivas em casa e na alimentação.
“É fundamental ter cuidado com reservatórios de água, evitar acumular água parada e prestar atenção ao lixo; cuidar da alimentação e garantir a higienização adequada dos alimentos… É crucial consumir frutas limpas e assegurar que a água seja potável e tratada.”
A recomendação é buscar atendimento médico assim que surgirem os primeiros sinais como febre, mal-estar, dores corporais, vômitos ou diarreia. “É importante procurar uma unidade de saúde ou uma UPA; nos casos mais leves, um posto de saúde pode oferecer orientação adequada”, aconselhou Vanuza Chagas.
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